Clube da Luta – Chuck Palahniuk

Primeiro de tudo vou confessar: nunca assisti o filme. Por isso esta resenha está livre de comparações! Por outro lado, já sabia o grande plot twist da história, mas não se preocupe, esta resenha é livre de spoilers. Encontrei ele como e-book, e a leitura foi super rápida. Acho que demorei menos de 24h em um feriado. Já contei no vídeo Lidos de Abril que este livro me surpreendeu bastante. Achava que ele focava apenas no Clube da Luta em si, nos caras se batendo, mas não! No fim do livro, o próprio escritor fala que ele poderia ser sobre qualquer clube, o Clube do Selo, o Clube do Golfe. Mas ele optou pelo Clube da Luta.

A forma de escrita é bem peculiar! Ele é escrito em primeira pessoa, com um fluxo de consciência. Como o personagem principal (cujo nome nunca descobrimos) sofre de alguns problemas psicológicos, a escrita é bem fragmentada e em alguns casos repetitiva. Logo no início o personagem me lembrou muito o Charlie, de As Vantagens de Ser Invisível, de uma forma estranha. Como se ele tivesse crescido e ficado violento. De certa forma, a escrita se parece também com a do livro Selva de Gafanhotos (que estou lendo agora).

O personagem principal está em meio a uma crise existencial. Para tentar dar sentido à sua vida, no início ele freqüenta encontros para pessoas com doenças terminais que ele não possui, em todos os dias da semana. Depois ele mergulha em uma espiral anarquista e auto-destrutiva, tendo o Clube da Luta como centro. A história é repleta de críticas à sociedade e ao status quo. Por incrível que pareça, é menos violenta do que imaginava. O fluxo de consciência faz que com você entre direto na cabeça do personagem, compartilhando sua agonia. Não consigo imaginar como este aspecto foi apresentado no filme, e estou curioso para descobrir. E você, já assistiu e/ou leu o Clube da Luta? Conte pra mim qual você prefere!

 

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