Resenha Toda Luz Que Não Podemos Ver

Olá pessoal! No vídeo de hoje vim contar pra vocês o que achei do livro Toda Luz que Não Podemos Ver! Já adianto que foi a melhor leitura que fiz esse ano (apesar da minha cara na capa do vídeo hahaha) Mas fiquei com uma dúvida! Vocês preferem resenhas curtas assim ou mais detalhadas? Um abraço e até a próxima!

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Top 5 – O que eu andei lendo

Olá pessoal! Estava sumido aqui do blog porque resolvi fazer o IELTS (a prova de inglês), mas vou gravar um vídeo contando mais sobre isso. Como tive pouco tempo para me preparar (cerca de um mês), me dediquei bastante aos estudos e com isso li mais livros em inglês. A boa notícia é que todos eles são ebooks grátis (de domínio público), então se você também quer praticar, aproveite os links.

 

orgulho e preconceito

Comecei lendo Orgulho e Preconceito (Pride & Prejudice) da Jane Austen, o que talvez não tenha sido a melhor escolha. Claro que o livro é uma obra-prima, mas a trama não me atraiu muito. Demorei para terminar de ler! Quando estava próximo do final, assisti o filme, e isso me ajudou a mergulhar um pouco mais na história. Aliás, o filme é muito bem adaptado, e bem fiel ao livro (apenas o fim é um pouco diferente). O inglês é bem difícil, e repleto de termos arcaicos que não são mais utilizados, o que dificultou um pouco a leitura. A história tem muitos personagens, e tenho um pouco de dificuldade quanto a isso. Por isso foi bom ler no aplicativo do Kindle, pois conseguia consultar o índice de personagens para me ajudar. Aliás, eles são super bem construídos, e a relação entre eles é um ponto alto da história. Apesar destes detalhes, gostei de ter lido o livro e conhecer melhor este clássico. A ambientação lembra muito Downtown Abbey, então você gosta do seriado tem grandes chances de gostar do livro. Baixe grátis aqui.

 

madame_bovary

Quando estava terminando Orgulho e Preconceito, comecei a intercalar com Madame Bovary. Pois é, tenho esta mania de ler vários livros ao mesmo tempo (eram 4, no caso). O inglês era um pouco mais fácil que o do livro anterior, mas ainda assim em um nível avançado. Achei o começo da história interessante, mas perdi a motivação um pouco depois. Basicamente porque a Madame Bovary é um personagem muito irritante (não mais que America Singer, claro). Vale lembrar que o livro causou escândalo na época do seu lançamento, principalmente devido ao tema do adultério. De uma forma geral, não curti muito. Baixe grátis aqui.

 

the raven

Este foi um dos livros que mais gostei de ter lido neste período. O Corvo é um clássico da poesia do período mais “macabro” do romantismo. Não imaginava que o livro seria tão curto, dá para ser lido em uns 20 minutos. Não costumo ler poesia, mas a métrica e ritmo dos versos de Poe são incríveis. É um livro para ser lido no idioma original. O inglês é um pouco difícil, mas várias palavras são repetidas. Como a história é curta, vale a pena ler com o Google Tradutor ao lado. Baixe grátis aqui.

 

selva_de_gafanhotos

Ganhei Selva de Gafanhotos e mesmo no meio da rotina de estudos, não consegui parar de ler. A história é bem envolvente, e um pouco maluca. A edição é muito bem feita, com capa verde fluorescente e bordas das páginas em amarelo. A história tem várias repetições, que fazem sentido dentro do livro, mas que me incomodaram um pouco, assim como o egoísmo do personagem principal. Outro detalhe é que o autor tenta dar explicações para a origem dos gafanhotos gigantes e outros experimentos, mas na realidades elas não fazem nenhum sentido científico. Pra mim o livro seria ainda melhor se continuasse sendo um realismo fantástico. Tirando isso, a leitura foi divertida.

 

mini livro o pequeno principe

Pra finalizar, reli O Pequeno Príncipe pela milésima vez. Levei esta edição mini-livro para o trabalho e lia enquanto o computador estava travado (mas já consegui resolver este problema hahaha). Gosto muito da história, principalmente porque consigo enxergar um detalhe diferente a cada vez que leio. Com certeza lerei de novo em outras ocasiões.

Também comecei a ler O Retrato de Dorian Grey em inglês (Baixe aqui) mas ainda não terminei. A história é bem diferente do que eu imaginava e com certeza vou acabar. Junto com ele estou lendo Toda Luz Que Não Podemos Ver e estou adorando, por enquanto. Quando acabar faço resenha aqui no blog. Aliás, você quer resenha completa de algum destes livros acima? Me conte nos comentários! Um abraço e até a próxima!

Clube da Luta – Chuck Palahniuk

Primeiro de tudo vou confessar: nunca assisti o filme. Por isso esta resenha está livre de comparações! Por outro lado, já sabia o grande plot twist da história, mas não se preocupe, esta resenha é livre de spoilers. Encontrei ele como e-book, e a leitura foi super rápida. Acho que demorei menos de 24h em um feriado. Já contei no vídeo Lidos de Abril que este livro me surpreendeu bastante. Achava que ele focava apenas no Clube da Luta em si, nos caras se batendo, mas não! No fim do livro, o próprio escritor fala que ele poderia ser sobre qualquer clube, o Clube do Selo, o Clube do Golfe. Mas ele optou pelo Clube da Luta.

A forma de escrita é bem peculiar! Ele é escrito em primeira pessoa, com um fluxo de consciência. Como o personagem principal (cujo nome nunca descobrimos) sofre de alguns problemas psicológicos, a escrita é bem fragmentada e em alguns casos repetitiva. Logo no início o personagem me lembrou muito o Charlie, de As Vantagens de Ser Invisível, de uma forma estranha. Como se ele tivesse crescido e ficado violento. De certa forma, a escrita se parece também com a do livro Selva de Gafanhotos (que estou lendo agora).

O personagem principal está em meio a uma crise existencial. Para tentar dar sentido à sua vida, no início ele freqüenta encontros para pessoas com doenças terminais que ele não possui, em todos os dias da semana. Depois ele mergulha em uma espiral anarquista e auto-destrutiva, tendo o Clube da Luta como centro. A história é repleta de críticas à sociedade e ao status quo. Por incrível que pareça, é menos violenta do que imaginava. O fluxo de consciência faz que com você entre direto na cabeça do personagem, compartilhando sua agonia. Não consigo imaginar como este aspecto foi apresentado no filme, e estou curioso para descobrir. E você, já assistiu e/ou leu o Clube da Luta? Conte pra mim qual você prefere!

 

A História Sem Fim – Michael Ende

Estava sem nenhum livro novo para ler, e A História Sem Fim me chamou da estante! Nunca tinha lido a obra mais famosa de Michael Ende, nem assistido o filme, então posso garantir que essa resenha é livre de nostalgia! O livro é do gênero Fantasia, e achei a escrita parecida com As Crônicas de Narnia, porém superior.

a história sem fim

Um dos pontos mais legais da história, é que ela fala sobre um livro chamado A História Sem Fim, que seria o mesmo livro que nós lemos. Ele contém duas metades bem definidas: na primeira metade, conta-se as peripécias do guerreiro Atreiú, em sua jornada para encontrar a única pessoa que pode dar um novo nome à Imperatriz Criança, e com isso salvá-la e todo o reino da Fantasia. Acredite, isto faz sentido dentro do contexto! A segunda metade eu não posso contar sem dar spoilers. Se você assistiu o filme, saiba que ele conta apenas a primeira metade do livro, e a segunda metade começa onde o filme termina.

livro a historia sem fim

Achei muito interessante a parte que explica porque a história é sem fim. É de dar um nó na cabeça! Em muitos momentos você se sente prestes a entrar dentro daquele mundo. Por outro lado, achei que o escritor descreve muito pouco cenas importantes, como as de batalha. Várias vezes apenas se conta o resultado final. Já as descrições de paisagens e personagens são sempre bem longas, o que eu particularmente não gosto (alô Senhor dos Anéis). No início há também muita repetição das mesmas expressões, como por exemplo “deixou-se ficar”. Essa expressão se repete em torno de 5 vezes logo nas primeiras páginas, sendo duas no mesmo parágrafo. Não sei dizer se seria um problema de escrita ou tradução. Depois de um tempo, este problema é corrigido (ou talvez eu tenha me interessado mais pela história e parado de reparar).

letras historia sem fim

O livro é impresso em vermelho e verde, sendo que as partes em vermelho se passam no mundo real e as partes em verde se passam no mundo da Fantasia. Achei a edição muito caprichada! Não posso falar o mesmo do material de que o livro é feito. Ele é bem frágil, e mesmo manuseado com cuidado, estraga com facilidade.  Outro detalhe bonito é que a primeira letra de cada capítulo ocupa uma página inteira toda decorada. É interessante observar que as primeiras letras estão em ordem alfabética. Por exemplo, o primeiro capítulo começa com A, o segundo com B e assim por diante. Isto deve ter dado um trabalho enorme na tradução, que é muito bem feita. A exceção para mim seria a letra W, que ficou um pouco improvisada. O capítulo começa com a palavra Während, que pelo que eu saiba é apenas “enquanto” em alemão. Mas no restante as letras se encaixam bem, sem que a ordem alfabética pareça forçada.

capitulo historia sem fim

No geral, eu gostei bastante do livro! Achei a história envolvente e interessante, alternando partes empolgantes e calmas. Apesar de originalmente ser um livro infantil, possui várias passagens um tanto sombrias, e até mesmo filosóficas. Mas se prepare para ganhar uma moral da história bem evidente. Particularmente, preferia que o final fosse diferente. A edição é muito bonita, e com certeza única em minha coleção. Mas infelizmente a impressão colorida encarece, e o resultado final custa em torno de R$50,00. Espero que tenham gostado! Um abraço, e até a próxima!

O Cavaleiro de Bronze – Paullina Simons

Pegue um cobertor e um chá quente, porque você está prestes a ler 800 páginas sobre a Rússia na Segunda Guerra Mundial! Tatiana vive com sua família em um pequeno cômodo de Leningrado, quando descobrem que os alemães começaram a atacar a União Soviética. No mesmo dia ela conhece o oficial do exército Alexander e se apaixona perdidamente (claro), apenas para descobrir alguns dias depois que ele namora a sua irmã Dasha.

capa cavaleiro de bronze

É o clássico amor impossível! Juntos eles têm de enfrentar a guerra, o frio e a fome. Os capítulos que descrevem o bloqueio alemão e o racionamento de comida durante o inverno são particularmente envolventes. Acho importante comentar que o livro não é sobre nenhum cavaleiro. O nome dele remete ao poema de mesmo nome de Púchkin, um dos clássicos da literatura russa, e também à estátua do fundador de São Petesburgo, comentada em ambos os textos.

De um modo geral, eu gostei! É um romance histórico bem tradicional. Porém em vários trechos ele se torna muito repetitivo. Acredito que a história seria mais interessante e menos cansativa se tivesse 200 páginas a menos. Além disso, os personagens são um pouco estereotipados. Por exemplo, quase todos os homens russos são mal educados, grossos e cheiram mal. Na minha opinião a história também foca demais nos personagens principais, que não são especialmente interessantes.

back bronze horseman

Na versão original, em inglês, os dois livros estão encadernados no mesmo volume. Já na versão nacional, são vendidos separadamente. Achei a  primeira parte mais interessante, especialmente o final, porém ao começar a segunda parte tudo ficou morno novamente. Originalmente, o livro faz parte de uma trilogia, porém até o momento apenas o primeiro foi lançado por aqui (dividido em dois). Não pretendo continuar lendo a série, porque sinceramente não fiquei curioso para descobrir o destino dos personagens.

review cavaleiro de bronze

Lendo as resenhas no Skoob, notei que várias pessoas gostaram muito de livro, e se apaixonaram por Tatiana e Alexander, então talvez você queira dar uma chance para ele! Acredito que a leitura em inglês tenha contribuído para tornar a trama um pouco maçante para mim. Se fosse escolher um livro que se passa na União Soviética no início do século XX, preferiria O Palácio de Inverno de John Boyne.

E você, gosta de livros sobre amores impossíveis? Me conte qual é seu favorito!

Série A Seleção – Kiera Cass

Aproveitei o tempo livre no feriado de Carnaval para ler os livros A Seleção, A Elite e A Escolha! A série se passa num futuro distante, em que os Estados Unidos tornaram-se uma monarquia e a sociedade é dividida em castas. A Seleção é uma competição em que 35 jovens de diferentes castas disputam a chance de se casar com o príncipe Maxon. Para muitas garotas, esta é a oportunidade de viver no palácio, tornar-se princesa e mudar de vida. Mas America Singer não estava interessada em nada disso, e planejava se casar com Aspen, de uma casta inferior. A contra gosto, ela se inscreve para participar do programa, e aos poucos acaba se encantando pelo príncipe Maxon, sem contudo se esquecer do seu primeiro amor.

Se você acha que já ouviu esta história antes, você está certo. A história é repleta de clichês, e os personagens são um pouco rasos (e não muito carismáticos). A competição, uma espécie de reality show, é o que traz frescor para a história! O livro é uma ótima leitura para passar o tempo, especialmente naqueles dias em que você procura uma história leve. Os livros são curtinhos e a trama é bem envolvente. Trata-se de uma distopia, mas o foco mesmo é o romance. Não espere uma explicação muito grande com relação à sociedade, às castas ou ao modo como a sociedade se transformou. O destaque cabe ao triângulo amoroso.

trilogia A Seleção

Li o primeiro livro na versão tradicional e os outros dois como ebook. Apesar de não ser uma trilogia, o terceiro livro possui um fim bem satisfatório. Em maio haverá o lançamento em inglês do quarto e último livro da série (o nome já é um spoiler). Pela sinopse, é um epílogo que se passa muitos anos depois! A série possui ainda os seguintes contos: O Guarda, o Príncipe e A Rainha (os dois primeiros agrupados no livro Contos da Seleção). Destes 3, pretendo ler o último, que conta a história da Seleção na qual a mãe do príncipe Maxon foi escolhida para se casar com o rei. E você, também gosta de ler distopias? Um abraço e até a próxima!