Memórias de uma Gueixa – Arthur Golden

Já começo o post dizendo que com certeza este foi o melhor livro que li este ano. Assim como A História sem Fim, já fazia um tempinho que ele estava parado ali na estante, e resolvi que chegou a hora dele! Memórias de uma Gueixa conta a história da jovem Chiyo, que é vendida por seu pai juntamente com sua irmã para um Okiya*, enquanto sua mãe estava doente. (*Okiya é o local onde criadas, aprendizes e gueixas vivem, enquanto durar seu contrato.) Chegando em Kyoto, ela é separada da sua irmã e obrigada a enfrentar dias terríveis entre treinamentos e punições, além de agüentar a cruel gueixa Hatsumomo.

gueixa

O livro acompanha todo o crescimento de Chiyo desde menina, trabalhando como criada, até a sua transformação na gueixa Sayuri. Você sabia que a palavra gueixa significa artista? Elas são treinadas para entreter, dançar, tocar shamisen, servir saquê e chá e muitas outras atividades. A história possui um ritmo calmo, mas não chega a ser lenta. Não acontecem grandes reviravoltas, é um livro que retrata o cotidiano e os hábitos das gueixas e aprendizes, entre apresentações de dança e casas de chá.

memórias de uma gueixa paperback

A personagem principal é fictícia, mas os costumes das gueixas são supostamente reais. É difícil saber o quanto do livro é fiel à realidade. Ele foi lançado em meio a grandes polêmicas, especialmente com relação à prática do mizuage, que foi retratada de forma imprecisa segundo a gueixa cujos depoimentos foram utilizados para escrever o livro. Esta gueixa inclusive moveu um processo contra o escritor.

memórias de uma gueixa

Apesar de não ter um interesse especial pelo assunto, achei o livro muito interessante. Fiquei realmente imerso na história. Não gostei muito do final, mas isso acontece com freqüência. A versão original do livro continham 850 páginas, quase o dobro da versão publicada. Presumo que esta edição tenha deixado o final mais apressado. Além disso, no período que retrata a Segunda Guerra, há uma certa “propaganda” americana, mas nada que interfira na história (ao contrário do que acontece em O Cavaleiro de Bronze, da Paullina Simons). Agora quero assistir o filme! Ouvi falar que a fotografia é muito bonita, mas não sei o quanto é fiel ao livro. Você já assistiu? Um abraço e até a próxima!